20170111: O Vigésimo Dia na Europa (Amsterdam)

Ontem, dia 11 de Janeiro, passamos literalmente o dia em Amsterdam. Ao final do dia anterior, quando a Paloma e as meninas retornaram de Luxemburgo, eu me sentia melhor e resolvemos ir até a Amsterdam (ou Amsterdã, como se escreve em Português – embora eu tenha encontrado a grafia Amesterdão também). Estávamos todos ansiosos pela visita a essa cidade, por uma variedade de razões, que declinarei a seguir. Eu já havia estado lá, como mencionei em um artigo anterior, em 2003, no mês de Setembro, por três dias, numa reunião da Microsoft, realizada num hotel ao lado do aeroporto de Schiphol (of all places). Isto significa que passamos os três dias  enterrados dentro do hotel, só saindo nas duas primeiras noites para jantar — a primeira noite sem sequer ir ao centro de Amsterdam, jantando num hotel a uns dois quilômetros do aeroporto, ao qual fomos a pé, andando ao lado de um canal numa área quase rural. Só na segunda noite fomos de micro-ônibus até o centro de Amsterdam, mas sem conseguir ver muito (apesar da uma rápida passagem pelo centro por gentileza do motorista). Fomos jantar num tipo de teatro-restaurante que, depois do jantar, fazia uma crítica política e social (inclusive religiosa) extremamente irreverente, embora com elementos divertidos. Em 2003 o presidente americano era o Bush (o filho), uma figura sobre a qual humoristas metidos a críticos políticos sempre adoraram fazer piada, e o anterior fora o Clinton, também objeto de muitas piadas, em especial pela galinhagem dele. Clinton era considerado “de esquerda” (esquerda cor-de-rosa, social democrata),  por isso os humoristas (em geral de esquerda) o respeitavam um pouco mais do que ao Bush, mas mesmo assim, nem tanto… Já tentavam, naquela época, treze anos e pouco atrás, inflar a bola da Hilary. Lembro de uma piada que contaram, que dizia que o casal, uma vez, encontrou um ex-namorado da Hilary, que acabou por não dar certo na vida em nenhum sentido, e que o Bill teria dito à Hilary: “Está vendo, Hilary, se você tivesse se casado com ele, hoje você seria mulher de um pobretão” — ao que ela teria respondido: “Aí é que você se engana: se eu tivesse me casado com ele, ele hoje seria presidente…”. Bom: o importante é que ela não foi.

Voltemos às coisas que despertavam nossa curiosidade em relação a Amsterdam.

Em primeiro lugar, conhecer (dando uma volta pelo local), a famosa zona de prostituição, no centro da cidade, próxima à estação ferroviária, em que as moças são exibidas seminuas em vitrines, para a escolha por parte dos fregueses.

Em segundo lugar, conhecer as lojas e os museus de maconha, que é vendida e usada livremente na cidade.

Em terceiro lugar, visitar a Casa de Anne Frank, que é hoje um museu celebradíssimo.

Em quarto lugar, se desse (não deu), visitar algum museu ou alguma galeria relativa a um dos três maiores pintores holandeses: Rembrandt, Vermeer e Van Gogh.

Em quinto lugar, eu, pessoalmente, na qualidade de professor de História da Igreja e História do Pensamento Cristão, queria conhecer algo sobre o Protestantismo Holandês, não só por causa da chamada “Invasão Holandesa” nas terras então portuguesas do que é hoje o Brasil, mas por causa do Arminianismo, do Concílio de Dort, e do fato de que os “Pilgrim Fathers” ingleses que levaram o Protestantismo para a América do Norte, saíram da Holanda, onde haviam se refugiado, e do fato de que New York foi fundada por holandeses com o nome de New Amsterdam (e depois cedida gentil e gratuitamente para os ingleses).

O tempo foi muito curto para tudo, e, por isso, quase tivemos problemas sérios no retorno, com o horário dos trens. Essa história acabou sendo um outro ponto interessante da viagem, totalmente não planejado (como deveria ter sido): o sexto.

Primeiro, o “Red Light District”. O que mais chama a atenção para Amsterdam é a forma aberta e, digamos, desavergonhada, com a qual lidam com o sexo, em especial em sua vertente comercial.

Todo o mundo sabe que a prostituição existe desde os primórdios da história. A própria Bíblia contém várias histórias que a envolvem, a principal delas sendo a de Rahab, cuja história é contada principalmente no livro de Josué. Ela teria ajudado os descendentes de Jacó (renomeado Israel) a conquistar Canaã, a Terra Prometida, liderados, agora, não mais por Moisés, mas por Josué (vide a história dela no livro de Josué, capítulo 2). Por sua ajuda ela é celebrada na Bíblia como uma mulher de fé que teria sido justificada por suas ações (as teologias de Paulo e Tiago ficam meio que misturadas na história). Tão celebrada foi ela que, nos evangelhos, chega a figurar nas geologias de Jesus (Mateus 1:5; compare-se Hebreus 11:31). Como é que uma prostituta foi acabar na linha genealógica de Jesus é uma história complicada, e, por vezes, mal contada por gente que quer evitar que Rahab figure como antepassada de Jesus. Mas em Ruth 4:13-22 temos a história do casamento de Boaz e Ruth. E ali se diz que o pai de Boaz foi Salmão, e que um dos filhos de Boaz (com Ruth) foi Obede, que, por sua vez, foi pai de Jessé, que foi o pai de David. Acontece, porém, que o tal Salmão foi pai de Boaz com a tal da Rahab. Se Boaz foi bisavô de David, Rahab foi sua trisavó (ou tataravó, dependendo da nomenclatura usada). E Jesus, segundo Mateus, é descendente de David. Logo, está feita a conexão.

Mas deixemos a Bíblia de lado. Como dizia, todo o mundo sabe que a prostituição existe desde o início do mundo, tanto que a profissão de prostituta é geralmente considerada a mais antiga do mundo. [Jacques Barzun, numa frase de que gosto muito, afirma, em seu livro The American University, que “college teaching is perhaps the only profession (with the exception of the proverbially oldest in the world) for which no training is normaly given or required.”]. É apenas a nossa proverbial hipocrisia (e posso pegar emprestada a palavra ‘proverbial’ de Barzun) que faz com que façamos de conta que a prostituição não existe ou que, então, se existe, fica relegada a bairros distantes, pejorativamente chamados de “zona”. É verdade que, mais recentemente, tem se tentado reabilitar, e até mesmo glamorizar, a figura, dando-lhe um upgrade, como em recente novela das 22h, pretendendo que “garotas de programa” sejam algo diferente, mais chique, quiçá até absorvível pelas melhores famílias… Enfim: Amsterdam trata a questão de forma aberta, transparente e, como disse, desavergonhada. A coisa existe, e o serviço é comercializado ali no centro da cidade, à vista de quem quiser enxergar (e só não enxerga quem não quer), o serviço tem uma nobre tradição testemunhada por vários museus, e faz parte de um comércio (ou algo que os americanos chamam de uma indústria) que movimenta bilhões de dólares: o comércio ou a indústria do sexo, que inclui a prostituição, a pornografia, a divulgação e a venda de implementos e acessórios, etc. A televisão e a propaganda giram em torno desse comércio ou dessa indústria, algo que se comprova pelo fato de que quase tudo, na televisão e na propaganda, e até mesmo na vida, é, hoje, erotizado. Até as crianças (em especial as meninas) são, hoje, vítimas de um processo de precoce erotização, passando a usar muito cedo baton, salto alto, sutiã, e outros itens dedicados em transformar a mulher em objeto erótico comercial.

Enfim… Passamos em frente de várias casas de prostituição, todas elas identificadas com a luz vermelha (requerida por lei para que ninguém se confunda), e exibindo nas vitrines mulheres atraentes, de todos os tipos, loiras, morenas, ruivas, mulatas, negras, orientais, em diferentes níveis de “undress”, como se diz em inglês — mas nenhuma delas totalmente pelada. Passamos em frente dos museus e das lojas especializadas (sex shops), mas não é preciso entrar: há nas onipresentes lojas de lembrancinhas seções que parecem sex shops baratas, que vendem apetrechos eróticos de vários tipos. Curiosamente, quase todos os apetrechos das lojas de lembrancinhas são ligados ao órgão sexual masculino (que aparentemente é só um), não ao feminino (que, aparentemente, é encarado de forma mais moderna, ou seja, diversificada, sendo até possível falar em órgãos sexuais femininos, assim, no plural).

Item 2, a maconha, ou a cannabis, que eu achava que queria dizer a mesma coisa, mas a Priscilla me informou que a cannabis é apenas “o princípio ativo” da maconha, ou marijuana. Tem de tudo à venda que, supostamente, é feito de maconha ou contém cannabis: de cerveja a sorvete. Apesar de ter brincado que iria experimentar um cigarrinho (que em Amsterdam é fumado na rua, mas em geral em ambientes coletivos – parece ser inadmissível fumar a coisa sozinho, no solidão de um quarto), não tenho o menor interesse na coisa. Devo ser uma das poucas pessoas que, hoje na casa dos setenta, atravessou toda a década dos sessenta, nos Estados Unidos, e um bom pedaço da década de setenta, ao lado de Berkeley, onde a Câmara Municipal, formada majoritariamente por alunos de Berkeley, legalizou a maconha no início da década, sem nunca ter fumado um baseadinho, mas é verdade. Deixei de fumar em 1983 (no dia de meu quadragésimo aniversário), e nunca mais botei um cigarro na boca.  Não seria agora que o faria, ainda mais com um de maconha. (Fiquei surpreso ao ler, um dia desses, que o Dráuzio Varella afirmou que, se um médico lhe dissesse que estava para morrer, e lhe perguntasse qual seu último desejo, diria que era fumar um cigarrinho – que ele também, sabiamente, abandonou há muito tempo).

O terceiro ítem é Anne Frank (Annelise Frank). Confesso, meio envergonhado, que, embora conhecesse a história, nunca li o diário da mocinha. Em geral sou meio refratário a crianças e adolescentes prodígio, e nunca gostei de desfrutar do que chamo de literatura lacrimosa — aquela escrita para mexer com as emoções, ou aquela que mexa com as emoções, mesmo que não tenha sido escrita com a intenção de fazê-lo (como me parece ser o caso do “Tagebuch” da frankfurtiana residente de Amsterdam). Depois de ver o museu, resolvi que vou ler. E o que me levou a decidir foi uma frase que ouvi num video gravado pelo pai de Anne, que sobreviveu ao Holocausto, dizendo que levou muito tempo lendo o diário, porque não conseguia reconhecer naquilo que estava escrito a figura de sua filha. Ele diz, taxativamente, que foi forçado a admitir que, embora convivesse com a filha o tempo todo, e, durante dois anos, em ambiente pequeno de clausura, não a conhecia de fato — só vindo a fazê-lo quando leu o que ela escreveu. Fiquei tocado com essa admissão. É chocante reconhecer que é possível que convivamos a vida toda com nossos filhos, sem, em realidade, verdadeiramente conhecê-los, e que, se eles não colocarem o que de fato são para fora, com a franqueza que um diário pessoal aparentemente permite, pode ser que nunca venhamos a conhecê-los, como em realidade são. Fico por aqui neste tópico.

Quanto aos pintores, não vimos nada, como já admiti – exceto uns postais da pintura de Johannes Vermeer, The Girl with a Pearl Earring (quadro tornado famoso pelo filme de 2003 estrelado por Scarlett Johansson – vide https://en.wikipedia.org/wiki/Girl_with_a_Pearl_Earring_(film) e http://www.imdb.com/title/tt0335119/). Vou, porém, fazer referência a Rembrandt em relação ao item seguinte.

Em quinto lugar, o Protestantismo holandês. Quando procurávamos o museu de Anne Frank, passamos em frente a uma magnífica igreja, da qual tirei inúmeras fotografias. Qual não foi a minha surpresa, porém, quando a Paloma me disse que a igreja era protestante, aberta a visitação, e que a visitação era gratuita. Entramos e aprendi muita coisa em mais ou menos uma hora que permanecemos lá.

A igreja em questão é a Westerkerk (ver https://en.wikipedia.org/wiki/Westerkerk; https://en.wikipedia.org/wiki/Westerkerk; http://www.westerkerk.nl/english). Terminou de ser construída em 1631, em pleno século 17, pouco mais de uma década depois da realização do famoso Sínodo de Dort (comparem-se, acerca desse evento os seguintes sites, envolvendo em especial a Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Synod_of_Dort; https://pt.wikipedia.org/wiki/Sínodo_de_Dort; http://www.mackenzie.br/7057.html), tão importante na igreja reformada de tradição calvinista e que firmou as posições do calvinismo ortodoxo (ou ultraortodoxo, como preferem alguns) e do arminianismo em uma controvérsia que dura até hoje.

A igreja, que é uma das mais lindas de Amsterdam tem uma cripta, em que famosos estão enterrados, entre os quais, Rembrandt, seu filho e sua companheira (tem gente que se refere a ela como amante, porque os dois não eram formalmente casados). Há um probleminha, porém: a igreja perdeu a referência sobre qual o túmulo do Rembrandt. Assim resolveram escolher um, perto do túmulo do filho dele, cuja referência foi preservada, e fizeram uma lápide em pedra para homenagea-lo.

Tenho certeza de que vou falar mais sobre essa igreja no futuro. Por enquanto, fica essa breve referência. O texto já está muito longo. No Facebook colocarei umas fotos que tirei dela, por fora e por dentro.

Mas falta discutir um último (e sexto) assunto: a viagem de volta.

Tendo vivido em São Paulo, a gente se acostuma com o fato de que a cidade de certo modo vive e respira 24h por dia. São muitos os negócios, na cidade, que funcionam dia e noite, 24h: farmácias, supermercados, bares e restaurantes, etc. Embora o transporte público (ônibus, metrô e trem) fique sem funcionar por umas quatro ou cinco horas por noite, a gente em geral não se preocupa muito com isso — porque, afinal de contas, da classe média pra cima quase ninguém usa transporte público.

Aqui na Europa, com exceção, provavelmente, de algumas megametrópoloes, como Londres, Paris e Berlim (e, talvez, Madrid e Barcelona), as coisas fecham, e fecham cedo. Magazines e supermercados fecham por volta das 18 ou 19 horas em cidades internacionais e charmosas como Genebra — e aqui em Bruxelas. Lembro-me de que no dia 1 de Janeiro de 2013 nós e o casal Sílvia Klis e Edson Saggiorato penamos para encontrar um restaurante aberto (depois de a gente ter esnobado o restaurante do hotel em que estávamos) em Chesky Krumlov, uma cidadezinha butique, linda de morrer, Patrimônio Histórico, Cultural e Natural da UNESCO, no sul da República Tcheca. Assim sendo, esquecemo-nos de que, de Amsterdam até Bruxelas, de trem comum (não de alta velocidade), leva umas quatro horas. Embarcamos, ontem à noitinha, no trem das 19h04 em direção a Rotterdam e Roosendaal, para de uma dessas fazer conexão para Antwerpia (Anvers) e de lá para Bruxelas, quando nossa encarregada pela logística de transporte, a Priscilla, e sua chefe, a Paloma, se deram conta de que não chegaríamos a Bruxelas no mesmo dia… 😦  A coisa ficou preocupante quando nos demos conta de que, chegando a Bruxelas de madrugada, não haveria trem ou metrô para a vizinhança de nosso hotel e teríamos de pegar taxi – algo que normalmente relutamos em fazer.

[A Paloma tem uma explicação plausível para os problemas com horário que, a bem da verdade, devo informar. No período de Dezembro a Janeiro as companhias ferroviárias europeias cancelam alguns trens para fazer manutenções na rede, por ser um período de baixo movimento, por causa do Inverno e dos feriados do fim de ano. Assim, alguns trens que a gente imaginou que estariam funcionando ontem à noite de fato não estavam, passando a haver lacunas na operação de fato dos trens, em relação aos horários oficialmente publicados.]

Aqui preciso explicar, porque este blog pretende ser, além de entretenimento, informação útil para quem pretende viajar, algo que pode parecer pretensioso. Compramos passes do Eurail para cada um de nós. No período do Inverno Europeu, esses passes têm algum desconto significativo, de modo que nos fez sentido adquirir o passe de primeira classe (para não precisar aguentar estudante, turista que vai esquiar carregando seus esquis e suas botas, etc.). Mesmo com os descontos, não é o que se possa chamar barato, quando quatro pessoas estão viajando juntas. Compensamos no hotel (nos hoteis). Ficamos em hoteis confortáveis, mas sem luxo, da rede Accor (que eu uso há mais de dez anos, sempre achando que eles têm produtos e serviços para todos os gostos e, em geral, representam o melhor preço/benefício para qualquer gosto). Por que digo isso? Porque, com a popularização dos passes, mesmo os de primeira classe, as companhias ferroviárias começaram a cobrar taxas adicionais (chamadas de taxas de reserva) para os trens mais sofisticados e de alta velocidade, que podem chegar a 30 euros por pessoa por trecho viajado num mesmo trem. (Antigamente essas taxas custavam de 3 a 6 euros, até mesmo para os TGVs). Assim, temos procurado evitar esses TGVs, porque, numa viagem de ida e volta, de um segmento ou trecho só, para nós quatro, eles nos obrigam a gastar cerca de 240 euros. Se forem dois segmentos ou trechos, o dobro disso — ou seja, quase 500 euros, ou cerca de 2 mil reais.

Vendo a situação de emergência em que nos encontrávamos, correndo o risco de chegar a Bruxelas de madrugada, optei por pegar um desses trens de alta velocidade, talvez o mais chique deles, o Thalys, pagando 120 euros para ir de Rotterdam até Bruxelas — algo feito em cerca de uma hora (contra mais de duas horas do trem comum, que para em quase toda estação. Em compensação, ganhamos um belo jantar, com vinho, queijos, etc., que está incluso no preço da chamada “taxa de reserva” de 30 euros. Como é inverno, pudemos fazer reserva na própria estação de Rotterdam, sem necessidade de antecedência. Mas tivemos de pagar a taxa. Saiu um jantar meio carinho, mas a experiência valeu a pena. Cerca de 22h40 estávamos em casa — excitados por termos vivido um momento de esbanjamento luxuoso (ou seria de luxo esbanjatório?).  🙂

C’est ça. Hoje ficaremos na cidade ou em sua vizinhança, como Louvain (Leuwen). Temos mais doze dias de Europa (incluindo hoje, dia 12, e o dia 23, quando viajaremos à noite de volta para o Brasil, via Zürich).

Em Bruxelas, 12 de Janeiro de 2017.

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