20170104: O Décimo Terceiro Dia (Retorno a Bruxelles)

Acabamos de sair, às 7h43, de Köln com destino a Bruxelles, depois de tomar chocolate quente com “Berliners”. Um “Berliner” é um sonho – com exatamente a mesma aparência e o mesmo gosto dos sonhos brasileiros de confeitaria. Incrivelmente baratos, para os padrões europeus: pagamos 2,99 EUR por quatro Berliners. Não sei se têm esse nome porque foram inventados em Berlim. Na minha vida, a memória mais antiga de um sonho era a Padaria do Tio Adelino e da Tia Margarida, na Av. Salles de Oliveira, na Vila Industrial, em Campinas. Na verdade, eles não eram tios meus e de meus irmãos: eram tios de nossos primos Anello, Márcia, Mário, Élcio e Anelice. O Tio Adelino era irmão do meu querido Tio Anello, marido de minha querida Tia Alice, irmã de minha mãe. O Tio Anello e a Tia Alice eram pais dessa primaiada toda. A padaria deles na Salles de Oliveira era suficientemente perto da Rua 24 de Maio, onde moravam meus tios e meus avós. Quando a gente ia lá comprar pão, eles em geral nos davam um doce daqueles lindos doces de confeitaria. Depois de crescido, infelizmente nunca mais os vi.

Depois de escrever o parágrafo acima, eu dormi o restante da viagem e só fui acordar quando estávamos chegando a Bruxelles… Parece que todo o meu cansaço e o sono que não dormi se acumularam de repente e eu desapareci, de repente, no mundo de um sono profundo e sem sonhos – mudando agora o sentido do termo…

Chegando no nosso studio aqui no apart-hotel, dormi o dia inteiro. A Paloma também dormiu bastante e as meninas, um pouco (a Priscilla mais do que a Bianca). Depois, à tardinha, tomamos uma sopa e eu dormi de novo. Acordei agora há pouco, por volta das 21h30, e tomei mais um comprimido de Naldecon, porque sinto que estou ficando gripado. Também o frio dos últimos dois dias foi perto do insuportável. Diz-me a Paloma que em Mürren, onde fica o Schilthorn que visitamos ontem, a temperatura mínima amanhã será -19 graus e a temperatura máxima -11 (Graus Centígrados ou Celsius)… Pode?

Apesar disso, continuo preferindo frio extremo a calor extremo. Não tolero calorão que deixa a gente todo suado e desanimado, sem vontade de fazer nada. Numa situação assim, só um ar condicionado bem bom ajuda um pouco.  No frio, a gente, mesmo sem aquecimento, pode se aquecer acrescentando roupa ao corpo. Eu até que tolero bem o frio. Na parte de baixo do corpo, nunca uso mais do que uma calça, do mesmo jeito que sempre. A Paloma e as meninas colocam não sei quantas camadas de meias, meias-calças, calças “leg”, calças bailarina, calças de moleton, etc.  Não consigo entender como conseguem andar. Na parte de cima do corpo, uso uma camiseta, uma camisa, uma malha (ou ou equivalente de nylon) e um casaco. Só. Se não estiver muito frio, dispenso luvas e chapéu. Em temperaturas abaixo de zero (C), uso luvas e um chapéu, ambos de couro, que tenho há muitíssimos anos e se conservam bem porque os uso pouco – e tive a sorte de não perdê-los no põe-e-tira do dia-a-dia.

Uma coisa que não temos feito enquanto no quarto é assistir à televisão. Nada, nada – e temos até uma televisão boa no quarto.

As meninas têm se virado bem com as línguas. A Priscilla é especialmente bem dotada e altamente motivada nessa área. Fala bem Inglês, Alemão e Espanhol (algo em relação a que o Colégio Visconde de Porto Seguro, em que ela estudou durante os últimos anos da Educação Básica, fez uma grande diferença na vida dela, porque incentiva e puxa bastante o desenvolvimento multilingüístico dos alunos. A Bianca também se vira bem, mas estudou menos tempo no Porto Seguro (só os dois últimos anos da Educação Básica) e é menos atirada. A Priscilla e a Bianca também já fizeram bastante progresso com o Francês, durante esta viagem, língua que nunca haviam estudado formalmente. Espero que elas saibam aproveitar e cultivar bem o talento que têm e as oportunidades que lhes têm aparecido de desenvolver, de forma diferenciada, suas competências na área linguística. Um diferencial especial da Priscilla nesta área é sua paixão por músicas e por séries americanas (e até filmes ingleses). Ela ouve ou vê esses “produtos culturais” na língua original o tempo todo, e como tem uma memória privilegiada, acaba decorando as músicas e até mesmo o texto do roteiro.

É isso por hoje. Sinto que logo vou voltar a dormir… São quase 23h. Amanhã vamos a Antuérpia e, se der, também visitaremos um antigo campo de concentração nazista que existe na vizinhança. Para fazer tudo isso, teremos de mais uma vez nos levantar cedo.

As fotos de Freiburg, de Mürren e do Schilthorn (Piz Gloria) serão compartilhadas depois.

Inicialmente no Trem de Köln (Colônia) a Bruxelles, em 04 de Janeiro de 2017; o restante em casa, no mesmo dia.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s