20161226: O Quarto Dia (Viagem a Bruges)

Segunda-feira, dia 26/12/2016, tiramos o dia para ir conhecer Bruges (que é como o nome da cidade se escreve em Francês: escreve-se Brugge em Flamengo). Saímos cedo para aproveitar o dia: antes das 8h. Por volta das 9h estávamos lá. Dia fechado, com ameaço de chuvisco. Mas, aos poucos, o Sol apareceu, e o dia se tornou magnífico do ponto de vista do clima. Tirei cerca de 275 fotos, que estou tentando transferir para o Facebook. Desta vez a Paloma também levou a câmera dela — e já vi que postou várias fotos no Facebook.

Bruges é uma beleza de cidade, cercada e cruzada de canais, razão pela qual é chamado de Veneza do Norte (como algumas outras cidades que têm canais também o são, como, por exemplo, Amsterdam). Mas tem muito menos canais do que Veneza e não dá aquela impressão meio bagunçada que cidades italianas normalmente dão, Veneza inclusive — e como todo respeito aos italianos. A arquitetura antiga da parte histórica da cidade é fantástica e muito bem conservada. O comércio é sofisticado, com lojas chiques e de aparência extremamente sofistcada — mas também com lojinhas mais acessíveis.

Rodamos bastante, mas eu, hoje, fiquei meio cansado. A Paloma e as meninas foram visitar o Museu da Batata Frita, e a Bianca, sozinha, o Museu do Chocolate — mas eu passei ambos para ficar na Fnac, tentando ler, mas meio cochilando ao mesmo tempo, dois livros que me pareceram interessantes na área de filosofia, ambos de Anthony Gottlieb: The Dream of Reason: A History of Western Philosophy from the Greeks to the Renaissance e The Dream of Enlightenment: The Rise of Modern Philosophy. Daquilo que li, gostei muito. Li o capítulo sobre David Hume, no segundo livro. Interpretação muito boa de David Hume (o filósofo sobre o qual escrevi minha tese de doutoramento, de 1970 a 1972), um autor sobre cuja interpretação geralmente há muita disputa. Uns o consideram o arqui-herege do século 18, pior que Voltaire e Diderot, outros o consideram um cristão reformado de convicções razoavelmente ortodoxas. Fui acordado pela Paloma numa das cochiladas que dei depois de terminar a leitura do capítulo acerca de Hume.

Mais para a tarde a cidade ficou lotada de gente, sendo difícil até andar nas ruas — até porque na maioria das ruas estreitas e calçadas com paralelepípedos continuavam a travegar automóveis e SUVs de bom tamanho.

No fim da tarde tomamos sopa com panini num restaurantinho em que uma mulher fazia tudo. Ela cuidava da cozinha (i.e., das sopas), do caixa, do atendimento dos clients, da preparação dos pedidos, da entrega dos pedidos na mesa, etc. Uma “superwoman” ou “wonderwoman“. Acho que no Brasil um restaurantinho daquele teria no mínimo uns quatro empregados: aqui (ali), só ela.

Hoje validamos nossos Eurail Passes. Isso quer dizer que, a partir de hoje, temos 22 dias para viajar no sistema ferroviário europeu.

Amanhã vamos a Strasbourg, que não é tão perto daqui como parece, por causa da disposição da malha ferroviária e dos horários dos trens. Iremos daqui até Luxembourg, com nada menos de nove paradas, e de lá para Strasbourg no TGV, em viagem de cerca de uma hora e meia.

Em Bruxelles, 25 de Dezembro de 2016

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