20161224: A Tarde, a Manhã e a Noite do Segundo Dia 

Acordei às 8h da manhã hoje, com o despertador da Bianca. Ela voltou a dormir. Eu tomei banho, fiz a barba (o que resta dela), tomei um yogurt, e saí para andar, por volta de 8h45. Estava ainda meio escuro — e não havia viva alma nas ruas exceto dentro de carros. Andei por cerca de 90 minutos e tirei várias fotos, que publiquei no Facebook. Não consegui carrega-las no blog. A Internet aqui no hotel está longe de ser das melhores. Mas quem estiver interessado em fotos pode vê-las no Facebook.

Quando voltei, por volta das 10h30, as mulheres estavam ainda todas dormindo. Foi quando desci para o lobby do hotel e carreguei as fotos relativas a esse período da manhã — mais de 200, pois ainda mantenho a mania de tirar pelo menos duas fotos de cada cena, caso uma não fique boa. Acabo, na hora de publicar, não tendo paciência para selecionar, cena por cena, qual das fotos fico melhor — assim carrego as duas.

Depois de acordadas as meninas, tomamos café da manhã e saímos para o centro velho da cidade — ao redor do chamado Grand-Platz. Ficamos lá até cerca de 19h, quando rumamos de volta para o hotel, com mais de 200 fotos tiradas, novamente. A Internet continua ruim, de modo que estou carregando as fotos mais uma vez no Facebook. O blog ficará sem elas por enquanto. Já reclamei para o hotel, mas disseram apenas que vão ver o que podem fazer amanhã. Dia de Natal?

Na cidade velha almoçamos num restaurante desses que oferecem várias modalidades de pratos (entrada, prato principal, etc.) por um preço fixo razoável. A comida estava muito boa. Depois fomos para o Grand-Platz ver o “Christmas Market” de lá. Ali comemos uns docinhos, a Paloma comprou uma bota forrada daquelas feitas no Kurdistão ou perto, e cada um comprou uma bobagenzinha para dar de presente para seu amigo secreto, que revelaremos depois de “cear” aqui no quarto… Comprei um vinho num Carrefour Express, compramos mais umas coisinhas, e celebraremos o Natal mais perto da meia-noite aqui (são 21h10 agora). Daí revelaremos nossos amigos secretos.

O Christmas Market do Grand-Platz foi muito parecido com um que vimos (já na véspera do Ano Novo) na Wenceslas Square / Old Town Square de Praga em 2012, quando passamos o réveillon lá com nossos amigos Silvia Klis e Edson Saggiorato. Aliás as duas praças se parecem muito — e o “Mercado” também. O Christmas Market que vimos ontem aqui em Bruxelles se parece bastante também (pelo que vi deste na TV) com o de Berlin, covardemente atacado por terroristas recentemente. Felizmente, ontem, o clima estava bastante tranquilo. Só uma vez vimos policiais no estilo dos melhores “carabinieri” italianos… Mas a árvore de Natal daqui foi muito mais bonita do que a que vimos em Praga, e o show de luzes, ao ritmo de música, nos edifícios da praça daqui me pareceu imbatível.

Uma coisa que vimos foi uma barraca, capitaneada por um belga que fala um português bastante decente, vestido com cocar e colar de penas de pássaros brasileiros, vendendo suco de açaí — aparentemente colhidos pelos índios do Acre. Pelo discurso me pareceu um desses ongueiros que criam uma entidade que, supostamente para ajudar os índios brasileiros a se tornarem empreendedores, criam um bom “empreendimento social” (ou supostamente social) para si próprios. Mas o papo do cara, que é bastante simpático, dá a impressão de que ali temos um exemplo da Nova Europa cuidando do mundo — diferentemente da Velha Europa que o explorava imperialisticamente. Hoje a Europa está meio falida e não faz tanta propaganda dos projetos sociais bolados pela Comissão Europeia para o Terceiro Mundo como o fazia há uns 10-12 anos, mas alguns deles, originados na iniciativa privada (mas apoiados pela Comissão Europeia, sobrevivem. Como sempre, há um sócio brasileiro na jogada, daqueles que encontram um índio articulado, disposto a aprender inglês macarrônico, que é trazido para a Europa para acalmar a consciência social de europeus ricos que não sabem o que fazer com o dinheiro que têm (ou não sabiam o que fazer com o dinheiro que tinham). O sócio brasileiro desse projeto é de Sorocaba. Estou velho demais para acreditar no blá-blá-blá dessa macacada da esquerda caviar tão bem descrita por Rodrigo Constantino…

Esqueci-me de dizer que tenho um uniforme de passeio para usar no Inverno aqui na Europa ou nos Estados Unidos. Uso uma camisa de jeans que tem dois bolsos com flap, uma calça típica do mercado americano, que tem seis bolsos (quatro com flaps), de uma tarja grossa cinza amarronzada e um agasalho do mesmo material que tem nada menos do que quatorze bolsos: quatro com flaps, dois externos (sem flaps) dois com zippers (internos), e oito sem flaps (internos). Ao todo, carrego em meu uniforme nada menos do que 22 bolsos. Uma beleza. É verdade que resolve um problema (escassez de local para guardar as coisas), mas cria outro: lembrar onde foi que pus as diversas coisas. . .

Espero que gostem das fotos publicadas no Facebook (por enquanto, só ali), em especial do festival de luzes.

E tenham uma boa noite (véspera) de Natal. Ao todo, fiquei de pé, hoje, a maior parte do tempo andando (ainda bem que devagar, no estilo de quem passei em shopping center), mais de oito horas.

Em Bruxelles, 24 de Dezembro de 2016 (entre 21 e 22h).

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